Nem sempre é fácil, barreiras monetárias ou outras questões relacionadas com o conhecimento do pseudo-saudável fazem com que o adulto se iniba de comprar compulsivamente. No entanto, para uma criança, esses valores não fazem sentido face ao prazer imediato de obter um chocolate, uma goma ou uma batata frita.

Para alguns pais a ida ao supermercado com os filhos torna-se motivo de stress somente de pensar. Da mesma forma que o Pai antecipa a ida ao supermercado, a criança também o faz. Mundos destintos em formas de pensar, mas no mesmo espaço físico.
Pois é, a criança vê a ida ao supermercado como a oportunidade de ver, tocar, escolher e, a parte mais complicada, solicitar a compra aos pais. Aqui os pais sentem claramente que as campanhas publicitárias, juntamente com as normas de saber vender, são uma arma. Um mundo onde o criar a necessidade de consumo é hoje dominado por um conhecimento científico chamado de Neuromarketing.

A criança regida pela forma como tem vindo a aceitar o “não” dos pais vai procurar balancear, entre criar uma “birra” (ação voluntária da criança, criando um teatro sonoro juntamente com manifestações corporais captando as atenções alheias e envergonhado os pais. Comportamento desenvolvido por níveis de intensidade, entre o choro, o bater o pé, o saltar, o gritar, o atirar para o chão e até mesmo o combinar de todos juntos), ou entre o aceitar o “não” com o objetivo de obter algo perante o seu bom comportamento.

Ora bem, mas os adultos também regem-se por truques. Imaginemos a seguinte situação: o pai ou a mãe, assim que entra numa batalha de interesses com o seu filho dentro do super- mercado, sabe claramente que aquilo que parecia ser uma dinâmica familiar passa a ser uma audição popular rodeada por juízos de valor. O Pai até aceita a primeira birra da criança, mas quando passa para a repetição do “não” e a criança toma o controlo da discussão, o conhecimento popular passa para os alheios ”Que mal educada esta criança”. O pai repleto de vergonha alheia pela luta, procura colocar o negativo do castigo num elemento externo à discussão dizendo: -Vem ai o senhor policia e leva-te! – e assim vence a luta. 

Pensar que a criança pode ficar condicionada negativamente ao modo de actuar da Polícia e que irá a curto prazo deixar de saber qual a função do polícia, é na verdade um problema menor naquele momento. O objectivo prático era atenuar a vergonha e poder sair da situação em segurança, feito com sucesso, os pais levam mais uns trocos para casa.


A Luta foi vencida mas a guerra entre o gerir as exigências das crianças e os retornos positivos às mesmas, são formas de aprendizagem fundamentais e que devem ser trabalhadas sempre com sentido. É Fundamental atribuir com significado, e saber gerir a qualidade dos reforços positivos, sendo eles mais emocionais ou mais de factor económico. Em tom de conclusão, não sejam poupados nos mimos, mas sim exigentes em criar regras e em saber geri-las. 

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